Pages

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Danger Mouse and Sparklehorse – “Dark Night of the Soul” (2010).

O líder do Sparklehorse, Mark Linkous, em 1996, quase morre por uma overdose de Valium, anti-depressivos, álcool e heroína; não morreu, mas passou 6 meses em uma cadeira de rodas e por sorte não teve suas duas pernas amputadas.
Corte para 2006, onde o conhecido produtor Danger Mouse [Gnarls Barkley] produz “Dreamt for Light Years in the Belly of a Mountain”. Nesse meio tempo, eles amadureceram a idéia de “Dark Night of the Soul” como uma parceria dos dois mais o cineasta David Lynch, que ficaria encarregado da parte gráfica do projeto, inspirada nas músicas. Como Linkous não se sentia confortável em cantar todas as canções, eles chamaram convidados do naipe de Iggy Pop, Black Francis, Julian Casablancas, Suzanne Vega, Gruf Rhys, Jason Lytle, The Flaming lips, David Lynch e Vic Chesnutt. A única participação de Linkous no vocal é em um dueto com Nina Persson. A sonoridade não causa nenhum estranhamento para quem já conhece o estilo lo-fi do Sparklehorse e a produção de Danger Mouse também não mexe em muita coisa. O diferencial talvez seja o toque pessoal de cada convidado nas composições.

O álbum era pra ter sido lançado em 2009, mas uma disputa entre o produtor e a gravadora EMI quase fez ele não ser lançado. Frente a essa situação, Danger resolve vender online o livreto com os ensaios fotográficos feitos por Lynch e junto a ele um CD-R totalmente branco com os dizeres: “por razões legais, o CD-R encartado não trás música. Use-o como quiser”. Felizmente, em 12 de Julho desse ano, tudo foi resolvido e o album foi posto a venda.

A nota trágica fica por conta do suicídio de Mark Linkous com um tiro no peito em 6 de Março; quatro meses antes de ver o álbum ser lançado.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

The Walking Dead.



A primeira cena de TWD já mostra a que veio e o final do episódio já nos deixa na expectativa do próximo. Baseada em uma história em quadrinhos de mesmo nome e com o episódio piloto dirigido pelo competente Frank Darabont – "Um sonho de liberdade" e "O nevoeiro" - a série espertamente não se limita em mostrar apenas aquilo que está impresso nas páginas das revistas.
A tal cena que mencionei é forte em se tratando de uma série de tevê, mas o episódio em si não carrega tanto na escatologia. TWD não é apenas uma estória de horror, é também um drama que mostra as dificuldades do assistente de xerife Rick Grimes, recém acordado de um coma, em sobreviver a um apocalipse e toda a paranóia que se instala frente a essa situação.
Este plot já foi abordado em filmes como “Extermínio” e em grande parte na obra de George Romero; não é novidade, mas o formato usado aqui sim, pois estamos falando de um seriado. O time por trás das câmeras é de primeira: além de Darabont, temos Gale Anne Hurd – "Exterminador do futuro" e "Aliens" – e Robert Kirkman, o próprio criador da série, todos como produtores executivos. Não tem erro.

O seriado tem estréia mundial hoje no canal Fox, exatamente 3 dias após a estréia nos EUA e a primeira temporada já tem assegurada 6 episódios.

sábado, 30 de outubro de 2010

Prólogo.

“O que eu tenho a ver com isso? Eu não sei. Nem sei por que eu escrevo isso, eu não sei. Talvez pra me divertir e lhe desesperar, talvez pra lhe divertir e me desesperar. Melhor nem ter começado, mas já que estamos aqui…”.

(Káfila - "Pedreira")